Res Naturae. Arqueologia num Antropoceno pós-humano e uma arqueologia do natural: um tentame preliminar
DOI:
https://doi.org/10.51679/ophiussa.2025.190Palavras-chave:
Pós-humanismo, Natureza, Arqueologia Teórica, AntropocenoResumo
Com o advento do Antropoceno, e do pós-humanismo como consequência, não é mais possível traçar uma linha rígida entre o humano e o natural. Deste modo, e sendo a arqueologia tradicionalmente um estudo do humano e do seu passado, pretende-se neste artigo discutir a nova posição da arqueologia no Antropoceno. Cremos que o verdadeiro paradigma que o pós-humanismo instaurou, desterritorializando o humano enquanto o regente da Terra para o inserir na teia de dependências de todos os agentes históricos, sejam eles humanos, não-humanos, ou objectos, transforma profundamente a prática arqueológica, que não mais se pode ocupar exclusivamente do passado humano. Assim, e utilizando dois exemplos que mostram que é possível uma arqueologia do natural – do natural não-cultivado (arqueologia das formigas) e do natural cultivado (arqueologia das florestas) –, far-se-á um excurso sobre esta nova arqueologia, devidamente enquadrada nos múltiplos trabalhos já feitos sobre o pós-humanismo, tanto filosoficamente como em arqueologia.
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