Res Naturae. Arqueologia num Antropoceno pós-humano e uma arqueologia do natural: um tentame preliminar

Autores

  • Mara Beatriz Agosto UNIARQ/CFUL/FCT

DOI:

https://doi.org/10.51679/ophiussa.2025.190

Palavras-chave:

Pós-humanismo, Natureza, Arqueologia Teórica, Antropoceno

Resumo

Com o advento do Antropoceno, e do pós-humanismo como consequência, não é mais possível traçar uma linha rígida entre o humano e o natural. Deste modo, e sendo a arqueologia tradicionalmente um estudo do humano e do seu passado, pretende-se neste artigo discutir a nova posição da arqueologia no Antropoceno. Cremos que o verdadeiro paradigma que o pós-humanismo instaurou, desterritorializando o humano enquanto o regente da Terra para o inserir na teia de dependências de todos os agentes históricos, sejam eles humanos, não-humanos, ou objectos, transforma profundamente a prática arqueológica, que não mais se pode ocupar exclusivamente do passado humano. Assim, e utilizando dois exemplos que mostram que é possível uma arqueologia do natural – do natural não-cultivado (arqueologia das formigas) e do natural cultivado (arqueologia das florestas) –, far-se-á um excurso sobre esta nova arqueologia, devidamente enquadrada nos múltiplos trabalhos já feitos sobre o pós-humanismo, tanto filosoficamente como em arqueologia.

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

Agosto, Mara Beatriz. 2025. «Res Naturae. Arqueologia Num Antropoceno pós-Humano E Uma Arqueologia Do Natural: Um Tentame Preliminar». Ophiussa. Revista Do Centro De Arqueologia Da Universidade De Lisboa 9 (Dezembro):201-19. https://doi.org/10.51679/ophiussa.2025.190.

Edição

Secção

Artigos