Evolução natural holocénica e perturbação antrópica na foz da Ribeira de Alcântara, Estuário do Tejo (Lisboa)
DOI:
https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.172Palavras-chave:
Geoarqueologia, Margem estuarina, Evolução paleoambiental, SedimentosResumo
Este trabalho tem como objetivo caracterizar a evolução ambiental e morfológica da margem estuarina na foz da Ribeira de Alcântara (Estuário do Tejo, Lisboa) durante o Holocénico médio e recente, através do estudo sedimentológico de sedimentos recolhidos em Alcântara durante os trabalhos arqueológicos que decorreram na obra Lote 9 – Loteamento de Alcântara Poente. Foi possível identificar cinco unidades sedimentológicas com diferentes características (US1 a US5) que refletem a evolução desta margem estuarina. A datação por radiocarbono realizada em concha de Panopea glycimeris identificada, em posição de vida, 4,6 m abaixo do nível médio do mar atual, produziu datas entre 6254 e 5920 cal BP. No topo, achados arqueológicos identificados na área permitem datar vários eventos de ocupação da margem desde, pelo menos, o século XIII. Desde o início do Holocénico até aos nossos dias, a margem estuarina avançou sobre o estuário do Tejo cerca de 900 m.
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