Evolução natural holocénica e perturbação antrópica na foz da Ribeira de Alcântara, Estuário do Tejo (Lisboa)

Autores

  • Ana Maria Costa Laboratório de Arqueociências (LARC) - Património Cultural IP; BIOPOLIS - CIBIO | IDL - Instituto Dom Luiz | UNIARQ
  • Maria da Conceição Freitas
  • Jacinta Bugalhão
  • Elias Rodrigues
  • Carlos Marques da Silva
  • Nuno Neto
  • Susana Martinez
  • Sara Brito

DOI:

https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.172

Palavras-chave:

Geoarqueologia, Margem estuarina, Evolução paleoambiental, Sedimentos

Resumo

Este trabalho tem como objetivo caracterizar a evolução ambiental e morfológica da margem estuarina na foz da Ribeira de Alcântara (Estuário do Tejo, Lisboa) durante o Holocénico médio e recente, através do estudo sedimentológico de sedimentos recolhidos em Alcântara durante os trabalhos arqueológicos que decorreram na obra Lote 9 – Loteamento de Alcântara Poente. Foi possível identificar cinco unidades sedimentológicas com diferentes características (US1 a US5) que refletem a evolução desta margem estuarina. A datação por radiocarbono realizada em concha de Panopea glycimeris identificada, em posição de vida, 4,6 m abaixo do nível médio do mar atual, produziu datas entre 6254 e 5920 cal BP. No topo, achados arqueológicos identificados na área permitem datar vários eventos de ocupação da margem desde, pelo menos, o século XIII. Desde o início do Holocénico até aos nossos dias, a margem estuarina avançou sobre o estuário do Tejo cerca de 900 m.

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Publicado

2024-12-17

Como Citar

Costa, Ana Maria, Maria da Conceição Freitas, Jacinta Bugalhão, Elias Rodrigues, Carlos Marques da Silva, Nuno Neto, Susana Martinez, e Sara Brito. 2024. «Evolução Natural holocénica E perturbação antrópica Na Foz Da Ribeira De Alcântara, Estuário Do Tejo (Lisboa)». Ophiussa. Revista Do Centro De Arqueologia Da Universidade De Lisboa 8 (Dezembro):5-27. https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.172.

Edição

Secção

Artigos