Da economia à identidade: para uma abordagem integrada à produção e ao consumo de têxteis na Idade do Ferro do Sul de Portugal
DOI:
https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.154Palavras-chave:
cadeia operatória têxtil, aprovisionamento de fibras, instrumental têxtil, produção têxtil doméstica, complementos de indumentáriaResumo
Apesar da ausência de vestígios têxteis preservados, existem abundantes evidências indiretas que podem ser analisadas para explorar a natureza e organização das diferentes fases da produção e consumo têxteis na Idade do Ferro do Sul de Portugal. O aprovisionamento de fibras pode ser discutido com base nos dados paleobotânicos e zooarqueológicos. Os primeiros são escassos para o período em análise, mas os segundos poderão indicar a importância comparativa da produção de lã nas economias regionais do I milénio a.n.e. Para a fiação e a tecelagem, os dados oferecidos pelos instrumentos têxteis são mais consistentes, mas permanecem por explorar em profundidade. A ampla distribuição de cossoiros e, em menor medida, de pesos de tear sugere um panorama dominado pela produção doméstica, salvo algumas exceções associadas com santuários, nos quais a produção parece ter sido mais intensiva. Os dados relacionados com os usos e descarte dos têxteis, por seu turno, são mais raros, mas podem notar-se algumas evidências, como os possíveis padrões têxteis reproduzidos em cerâmica, e especialmente a presença no registo arqueológico de complementos metálicos de indumentária. Apesar de não serem abundantes, os dados iconográficos oferecem vislumbres adicionais da vestimenta em uso regionalmente durante a Idade do Ferro.
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