Exploração animal no Sudoeste da Península Ibérica durante o período Neolítico: uma perspectiva zooarqueológica do Barranco do Xacafre (Ferreira do Alentejo, Portugal)
DOI:
https://doi.org/10.51679/ophiussa.2024.150Palavras-chave:
Zooarqueologia, Neolítico Final, Barranco do Xacafre, Alentejo, Espécies domésticas vs. selvagensResumo
Neste estudo foi analisada a coleção faunística recuperada no sítio do Barranco do Xacafre (Ferreira do Alentejo, Portugal). A intervenção realizada permitiu identificar duas estruturas negativas interpretadas como fossos, datados da segunda metade do IV milénio a.C. (Neolítico Final). O principal objectivo é compreender a relação entre as comunidades humanas do Neolítico e os animais, numa perspectiva sociocultural e económica. Em particular, conhecer a importância da domesticação face às actividades cinegéticas, verificar o uso que era dado a cada espécie, assim como as estratégias de aproveitamento das carcaças e gestão dos recursos animais. A coleção é composta principalmente por mamíferos, sendo a ovelha e a cabra, assim como a vaca e o auroque as espécies predominantes, enquanto que o porco, o javali e o cão apresentam uma baixa representatividade. O cavalo doméstico e/ou selvagem e os cervídeos, nomeadamente o veado e o corço são também bastante significativos. Os restos malacológicos observados correspondem a bivalves, como a vieira, a amêijoa, o mexilhão e a ameijola. Também se identificaram fragmentos de aves passeriformes indeterminadas. Os resultados revelaram uma presença significativa de espécies selvagens e domésticas, o que indica estratégias de exploração baseadas na caça e na pastorícia.
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